All Jazz 1

 

A produção escrita em Portugal é fraca. Os primeiros textos que se conhecem pertencem a Luis Villas-Boas e tinham destino doméstico, basicamete dirigiam-se aos poucos sócios do Hot Club, no início dos anos 50, e é preciso ir até à fundação do Clube Universitário de Jazz, e a sua publicação de «Jazz», pouco mais que um folheto de 8 páginas de divulgação, a que se seguiu o «Jazz e o Zip», de José Duarte, também pouco mais do que um folheto. Sobre literatura, eu tenho dado conta do que se publicou, algumas poucas traduções, e do que demais falarei quando houver oportunidade.

Neste marasmo, a All jazz foi uma pedrada no charco. Surgida a partir de uma conversa entre Pedro Costa e Leonel Santos, a All Jazz teve vida curta, dois anos, mas ainda teve tempo de se revelar em dez números.

A revista obedecia a um formato curioso (digo eu), com duas capas que se opunham; quase duas revistas numa só, com um corpo principal de artigos de fundo, entrevistas, novidades, agenda, etc; e um segundo falando basicamente de discos.

O primeiro número tinha na primeira capa Norman Granz, que tinha falecido pouco tempo antes, e «Os melhores do ano» de 2001 na segunda. Dois editoriais também, de Pedro Costa e Leonel Santos, e colaboraram neste número, por ordem alfabética, Abdul Moiméme, António Rúbio, Carlos Lourenço, Eduardo Jorge Chagas, Hernâni Faustino, Ilídio Nunes, João Aleluia, João Pedro Louro, Luís Lopes, João Freire, Jorge Lima Alves, José Duarte, Jorge Lima Barreto, Ricardo Gross e Ricardo Tavares, nos textos, e ainda António Curvelo, Manuel Jorge Veloso, Raul Vaz Bernardo e Rui Neves nas votações. Revisões de textos e «direcção de redacção» de Leonel Santos.

A revisa pretendia-se bimestral, custava 5€ e tinha uma tiragem declarada de 5000 exemplares.

Aqui ficam esta semana as capas, índice e sumário do primeiro número, de Janeiro de 2002.

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